é Orelhinha
Orelhinha não é herói. Também não é vilão. Às vezes é corajoso, às vezes morre de medo. E, sim… ele consegue ser tudo isso junto. Tem gente que acha ele meio babaca. Outros dizem que ele é sem sal. Alguns gostam justamente porque ele é docinho, meio ingênuo, meio distraído. E está tudo bem. Orelhinha não está tentando ganhar likes, rótulos, troféus ou aplausos. Ele não desmente o que dizem sobre ele. Ele simplesmente vive. Age, erra, tenta entender, observa e convive com aquilo que a vida coloca no caminho. Então, leitor, não espere nada além disso. Não crie expectativas mirabolantes. Essa história não promete superpoderes. Mas se você é rico ou pobre, indiano, americano, chinês — ou só você mesmo — Orelhinha vai gostar de conhecer suas razões, seus desejos e seus saberes. Ele vai ouvir tudo. E vai escolher apenas o que faz sentido para ele, sem tentar impedir que você escolha o que faz sentido para a sua vida. Porque escolher é algo importante. Mas nem sempre é possível escolher tudo. Às vezes, o que dá para fazer é aceitar, respirar fundo e fazer o melhor possível com o que existe. E isso, por incrível que pareça, já é muita coisa.
é Medoca
Medoca
Como o nome já entrega, Medoca tem medo. Medo de quase tudo.
Pode ser de barata, de chuva, de barulho estranho… ou até de uma formiguinha que parece estar olhando demais.
No rosto, gotas de suor aparecem sem pedir licença. E, se você tiver um ouvido bem atento, talvez escute um discreto tico-tac, tico-tac: são os dentes de Medoca batendo, tentando decidir se fogem, se escondem ou se criam coragem.
Medoca não é fraca nem boba. Ele só sente tudo muito rápido.
E, às vezes, é exatamente daí que nasce a maior coragem.
"Já leu o livro? Conte o que achou!"
é Nina
Nina é uma garota de autoestima alta. Está quase sempre pronta para o que der e vier, ativa, confiante e cheia de energia. Gosta de se posicionar, sabe o que quer e não tem medo de tentar. Às vezes erra, claro, mas isso não diminui sua vontade de seguir em frente. Nina acredita em si mesma — e isso faz toda a diferença quando as coisas ficam difíceis.
é Confuso
Confuso faz jus ao próprio nome. Um par de meias pode estar guardado na geladeira que ele provavelmente nem vai notar. Seus olhos em espiral só reforçam esse jeito meio perdido, meio distraído, que é a marca registrada dele.
é Grudy
Grudy é um garoto carente que vive grudando nos amigos ou em qualquer coisa que esteja se mexendo por perto. Ele nunca tira o boné. Pelo menos até agora, em centenas de histórias, isso ainda não aconteceu.
é Inveja
Orelhinha, sim, o Orelhinha, também se transforma como qualquer garoto normal quando vê algo que dá aquela inveja difícil de segurar. É aí que aparece a Inveja Gigante, agindo sem pedir licença, com um olho maior que a testa e muita vontade de comparar tudo com todo mundo.
é Lucky
Lucky é uma papagaia fofoqueira. Vive por aqui e por acolá, sempre escondida em cantos quase invisíveis. Quer saber de tudo — e quase sempre sabe. O problema é que os fatos mudam rápido quando passam pelo bico dela. E cuidado: Lucky tem um papagaio pirata que é caidinho por ela e faz de tudo para tentar conquistá-la.
é 10 n- A Vida ou a Morte
A Vida e a Morte não são mais como no tempo da vovó. Agora elas mostram que pequenas coisas morrem a cada segundo — ideias, vontades, momentos. E quem decide se algo vive ou morre não é só o Orelhinha, é você também. Matar o tempo, matar desejos, deixar de tentar, tudo isso entra no jogo. Por isso, fique ligado para descobrir os segredos de como viver de verdade e não morrer de tédio.
é2 - Castelo da Mente
O Castelo da Mente é o lugar para onde Orelhinha vai sempre que aparece algo difícil de resolver. Ele dá dois toques na testa, faz um “toc, toc” e entra na própria mente. Lá dentro moram o Telencéfalo, a Ínsula e outros amigos conselheiros, que conversam, pensam junto e ajudam Orelhinha até que, de repente, surge um belo Eureka!.
é9- Tatú- Metrô
O Tatú-Metrô é o mundo subterrâneo. Um metrô muito frequentado por bichos, estudiosos, protetores e defensores, que criaram condições para quem vive abaixo da superfície ou simplesmente adora viagens cheias de aventura e descobertas. É por ali que passam histórias escondidas, caminhos inesperados e ideias que só aparecem debaixo da terra.
é11 - Laboratório de Genêtica
No seu laboratório de genética, Orelhinha sonha em construir coisas que melhorem o mundo. Nada grandioso demais, nada impossível. Junto com seus amigos e colaboradores, ele está sempre imaginando, testando e inventando novas ideias, daquelas que nascem da curiosidade e da vontade de fazer um pouco melhor do que antes.
é8 - Bombeiro Emocional
Apagar incêndio com mangueira de bolhas de cereja, água gelada da paz e boas técnicas de encantamento faz parte do treinamento da equipe. De vez em quando a sirene toca: pode ser no recreio, na escada da escola ou em algum canto escondido onde um incêndio emocional começa. Nessas horas, Cosquinha e Orelhinha estão sempre a postos.
é1 - Flora
Flora é aquela garota que se apaixona por tudo o que tem cheiro, textura e vida. Gosta de flores que quase ninguém nota, de insetos pequenos, do toque das folhas e do cheiro de floresta depois da chuva. Flora cuida porque gosta, porque entende que cuidar também é uma forma de aprender. Curiosa por natureza, ela observa, pergunta, experimenta e quer saber cada vez mais sobre a floresta. Para ela, aprender nunca cansa, especialmente quando a floresta é o assunto.
é 7 - Semáforo das Emoções
Agora pense num semáforo. Sim, um semáforo mesmo. Só que metido a gente. Ele acredita, de verdade, que veio ao mundo para organizar o trânsito emocional. Nada de carros, buzinas ou faixas no chão. O trabalho dele é outro. Ele cuida do tempo das coisas: da hora certa de realizar desejos, das raivas que querem explodir, dos amores que aceleram demais e dos desamores que pedem freio. Tem gente que usa o Semáforo como amigo, confia nele e pergunta antes de agir. Outros detestam, acham ele chato, mandão… mas, no fundo, admitem: ele é útil. A Curadoria aceitou o Semáforo mesmo ele não sendo exatamente “gente”. Afinal, ele tem pernas, braços e olhos muito expressivos — verdes, amarelos e vermelhos. E às vezes, só de olhar para ele, já dá para saber se é melhor seguir, esperar ou parar um pouquinho.
é13 Totó
Totó é um robô colaborador que adora pescar, sente um pouquinho de ciúmes do Cosquinha e ainda por cima é um transformer. Ele sabe se camuflar como um camaleão e nunca mostra tudo o que sabe fazer de uma vez. Já pensou no que ele é capaz de fazer? Pensou? Então pensa mais um pouco.
é Cosquinha
Cosquinha é um cão dourado da raça Golden Retriever, de olhar curioso e coração gigante. Ele pertence ao universo do Orelhinha e é, ao mesmo tempo, companheiro fiel, confidente silencioso e espelho emocional das crianças.
Cosquinha sonha em ser gente. Não para deixar de ser cachorro, mas para entender melhor os sentimentos humanos: por que as pessoas escondem o que sentem, dizem “está tudo bem” quando não está, ou brigam quando, na verdade, só precisam de um abraço. Esse desejo o torna especialmente atento aos gestos, aos silêncios e às mudanças de humor.
Afetuoso por natureza, Cosquinha se comunica mais pelo corpo do que pelas palavras. Um rabo que balança devagar, um focinho que encosta de leve, um deitar ao lado na hora certa. Ele ensina que escutar não é apenas ouvir, é estar presente. Quando Orelhinha se confunde por dentro, é Cosquinha quem percebe primeiro.
No Orelhinha Parque, Cosquinha representa:
a empatia sem julgamento
o acolhimento incondicional
a inteligência emocional que nasce do afeto
Ele não resolve problemas, não dá lições longas. Cosquinha simplesmente fica. E, ao ficar, ajuda tudo a se organizar por dentro.
Mami e Papi
Mami
Mami é a mãe do Orelhinha. Afetuosa, atenta e profundamente presente, ela acredita que educar começa por escutar o que a criança sente, antes de corrigir o que ela faz. Sua voz é suave, mas firme; seu olhar acolhe sem invadir. Mami ajuda o Orelhinha a nomear emoções, a entender que sentir raiva, medo ou tristeza não é errado — errado é não saber o que fazer com esses sentimentos.
Ela ensina com perguntas, não com sermões. Quando algo dá errado, Mami não reage com pressa: respira, observa e conduz. Representa a educação emocional pelo vínculo, mostrando que segurança emocional é a base para o desenvolvimento saudável.
Mami simboliza:
- a escuta ativa
- o acolhimento emocional
- a autoridade que cuida, não que impõe
Papi
Papi é o pai do Orelhinha. Calmo, observador e coerente, ele mostra que educar também é dar limites com respeito. Papi ajuda o Orelhinha a transformar emoções em atitudes responsáveis, explicando as consequências das escolhas e incentivando a autonomia emocional.
Ele não minimiza sentimentos, mas ajuda a organizá-los. Quando o Orelhinha está confuso ou agitado, Papi é quem traz clareza: ajuda a separar o que é emoção do que é ação. Sua presença transmite confiança e estabilidade.
Papi simboliza:
- o equilíbrio entre afeto e limite
- a responsabilidade emocional
- o exemplo silencioso que educa
Mami e Papi juntos
Como protagonistas de diversas histórias, Mami e Papi formam um casal que educa pelo exemplo diário. Eles mostram que educação emocional não é perfeição, mas consistência, diálogo e reparação. Erram, conversam, ajustam e seguem juntos.
No universo do Orelhinha, Mami e Papi representam o adulto que a criança precisa:
alguém que cuida, orienta e acredita que toda emoção pode ser compreendida e transformada.