é-Orelhinha
Orelhinha não é herói. Também não é vilão. Às vezes é corajoso, às vezes morre de medo. E sim… ele consegue ser tudo isso junto.
Tem gente que acha ele meio babaca. Outros dizem que é sem sal. Alguns gostam justamente porque ele é docinho, meio ingênuo, meio distraído. E está tudo bem.
Orelhinha não está tentando ganhar likes, rótulos ou aplausos. Ele simplesmente vive. Age, erra, tenta entender e convive com o que a vida coloca no caminho.
Não espere superpoderes. Mas seja você rico ou pobre, de onde for — Orelhinha vai querer conhecer suas razões e seus saberes. Ele vai ouvir tudo e escolher só o que faz sentido para ele.
Porque escolher é importante. Mas às vezes o que dá para fazer é aceitar, respirar fundo e dar o melhor com o que existe. E isso, por incrível que pareça, já é muita coisa.
é-Castelo da Mente
O Castelo da Mente é o lugar para onde Orelhinha vai sempre que aparece algo difícil de resolver.
Ele dá dois toques na testa, faz um “toc, toc” e entra na própria mente. Lá dentro moram o Telencéfalo, a Ínsula e outros amigos conselheiros, que conversam, pensam junto e ajudam Orelhinha até que, de repente, surge um belo Eureka!.
é-Medoca
Medoca tem medo. Medo de quase tudo — barata, chuva, barulho estranho… ou até de uma formiguinha.
No rosto, gotas de suor aparecem. Se tiver um ouvido atento, talvez escute um discreto tico-tac: são os dentes de Medoca batendo.
Medoca não é fraca. Ele sente tudo muito rápido. E é daí que nasce a maior coragem.
é-Nina
Nina é uma garota de autoestima alta. Está quase sempre pronta para o que der e vier, ativa, confiante e cheia de energia.
Gosta de se posicionar, sabe o que quer e não tem medo de tentar. Às vezes erra, claro, mas isso não diminui sua vontade de seguir em frente.
Nina acredita em si mesma — e isso faz toda a diferença quando as coisas ficam difíceis.
é-Confuso
Confuso faz jus ao próprio nome. Um par de meias pode estar guardado na geladeira que ele provavelmente nem vai notar.
Seus olhos em espiral só reforçam esse jeito meio perdido, meio distraído, que é a marca registrada dele.
é-Grudy
Grudy é um garoto carente que vive grudando nos amigos ou em qualquer coisa que esteja se mexendo por perto.
Ele nunca tira o boné. Pelo menos até agora, em centenas de histórias, isso ainda não aconteceu.
é-Inveja
Orelhinha, sim, o Orelhinha, também se transforma como qualquer garoto normal quando vê algo que dá aquela inveja difícil de segurar.
É aí que aparece a Inveja Gigante, agindo sem pedir licença, com um olho maior que a testa e muita vontade de comparar tudo com todo mundo.
é-Totó
Totó é um robô colaborador que adora pescar, sente um pouquinho de ciúmes do Cosquinha e ainda por cima é um transformer.
Quando um amigo precisa, ele se transforma: fica mais forte, se camufla na floresta como um camaleão, vira um bichinho fofinho ou cresce até virar um gigante. Ele nasceu pra isso.
Já pensou no que ele é capaz de fazer? Pensou? Então pensa mais um pouco.
é-Lucky
Lucky é uma papagaia fofoqueira. Vive por aqui e por acolá, sempre escondida em cantos quase invisíveis. Quer saber de tudo — e quase sempre sabe.
O problema é que os fatos mudam rápido quando passam pelo bico dela.
E cuidado: Lucky tem um papagaio pirata que é caidinho por ela e faz de tudo para tentar conquistá-la.
é-A Vida ou a Morte
A Vida e a Morte não são mais como no tempo da vovó. Agora elas mostram que pequenas coisas morrem a cada segundo — ideias, vontades, momentos.
E quem decide se algo vive ou morre não é só o Orelhinha, é você também. Matar o tempo, matar desejos, deixar de tentar, tudo isso entra no jogo.
Por isso, fique ligado para descobrir os segredos de como viver de verdade e não morrer de tédio.
é-Tatú- Metrô
O Tatú-Metrô é o mundo subterrâneo. Um metrô muito frequentado por bichos, estudiosos, protetores e defensores, que criaram condições para quem vive abaixo da superfície ou simplesmente adora viagens cheias de aventura e descobertas.
É por ali que passam histórias escondidas, caminhos inesperados e ideias que só aparecem debaixo da terra.
é-Laboratório de Genética
No seu laboratório de genética, Orelhinha sonha em construir coisas que melhorem o mundo. Nada grandioso demais, nada impossível.
Junto com seus amigos e colaboradores, ele está sempre imaginando, testando e inventando novas ideias, daquelas que nascem da curiosidade e da vontade de fazer um pouco melhor do que antes.
é-Bombeiro Emocional
Apagar incêndio com mangueira de bolhas de cereja, água gelada da paz e boas técnicas de encantamento faz parte do treinamento da equipe.
De vez em quando a sirene toca: pode ser no recreio, na escada da escola ou em algum canto escondido onde um incêndio emocional começa.
Nessas horas, Cosquinha e Orelhinha estão sempre a postos.
é-Flora
Flora é aquela garota que se apaixona por tudo o que tem cheiro, textura e vida.
Gosta de flores que quase ninguém nota, de insetos pequenos, do toque das folhas e do cheiro de floresta depois da chuva.
Flora cuida porque gosta, porque entende que cuidar também é uma forma de aprender. Curiosa por natureza, ela observa, pergunta, experimenta e quer saber cada vez mais sobre a floresta. Para ela, aprender nunca cansa, especialmente quando a floresta é o assunto.
é-Semáforo das Emoções
Agora pense num semáforo. Sim, um semáforo mesmo. Só que metido a gente. Ele acredita, de verdade, que veio ao mundo para organizar o trânsito emocional.
Nada de carros, buzinas ou faixas no chão. O trabalho dele é outro. Ele cuida do tempo das coisas: da hora certa de realizar desejos, das raivas que querem explodir, dos amores que aceleram demais e dos desamores que pedem freio.
Tem gente que usa o Semáforo como amigo, confia nele e pergunta antes de agir. Outros detestam, acham ele chato, mandão… mas, no fundo, admitem: ele é útil.
E às vezes, só de olhar para ele, já dá para saber se é melhor seguir, esperar ou parar um pouquinho.
é-Mami e Papi
Todo mundo que cuida de uma criança já ficou sem saber o que dizer. A Mami e o Papi também ficam. Eles são os pais do Orelhinha, e não sabem tudo: chegam perto, escutam, dizem o que pensam e ficam.
Mami
A Mami acolhe pela presença.Senta perto, deixa um espaço, faz uma pergunta pequena e espera. Guarda lembranças da própria infância e as oferece como espelho, nunca como lição.Quando o Orelhinha precisa ouvir um "não", ela diz com a voz baixa e sem deixar de ser carinhosa.
Papi
O Papi acolhe fazendo junto. Anda ao lado, arruma a bike, chuta uma bola e pergunta: "Quer companhia ou quer silêncio?". Deixa a própria emoção aparecer e admite quando erra. Quando é hora de pôr limite, é firme e breve, e o carinho continua à vista.
O que você vai ver nas histórias
Nas histórias, Mami e Papi não dão sermão. O afeto aparece em gestos pequenos, um de cada vez. A firmeza também: eles dizem o limite em uma frase, combinam uma consequência e voltam depois para conversar. O Orelhinha aprende vendo, e quem lê aprende junto.
Para você que cuida
Mami e Papi mostram jeitos de acolher e de pôr limite que você pode adaptar à sua casa e ao seu filho. São inspirados em ideias do desenvolvimento infantil, como as de Daniel Siegel e Tina Payne Bryson em "O Cérebro da Criança". Não são regras, e cada família tem o seu ritmo.
Um aviso importante
Mami e Papi são personagens. Não
substituem psicólogo, médico ou escola. Se o seu filho está sofrendo muito, ou há muito tempo, procure um profissional de confiança.